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Archive for March, 2011

Picanha x TV DINNER

March 30, 2011 2 comments

 

 

 

E books, Ipeds, Tablets, Iphones, twitter e facebook, torrent, dowloads gratuitos, assinaturas mensais… Cadê meu bip, eu esqueci o meu no banco do ônibus. Uma avalanche de informações, esquemas legais pra baixar música. Bacana, não dispenso. Mas ainda é aquele garoto que vinha com a sacola cheia de vinis e livros, sim, ainda é ele que vai sacar mais das coisas.

 

Com todas essas novidades penso que o blog  está prestes a se tornar um dinossauro. Textos um pouco maiores, nem pensar, parece pesar cada vez mais nos  olhos de quem lê.

 

A new wave agora é o facebook.

 

Filas de antenados pra assistir a rede social, o correspondente prafrentex da década de oitenta, mais autista e sem pastilha mentex pra aliviar o bafo.

 

Você vai saber a hora exata em que seu amigo virtual caga, onde ele bebe ou se entrou de vez num programa de abstenção. Isso pode ter lá seus benefícios, porque de acordo com seu simancol você pode evitar certas indelicadezas. Você pode escolher seus amigos virtuais por categoria, evitando combinações absurdas num local fechado. Por essa via pode evitar de antemão assuntos indesejáveis de acordo com cada grupo.

 

Não, não estou preocupado com a derrota das relações humanas. Estou preocupado com a falta de montanhas pros eremitas e na pior das hipóteses, com  a extinção de spiders jurusaléns num futuro próximo.

 

Vamos lá, amem uns aos outros e se esqueçam de respeitar a massa cinzenta que existe aí dentro.

 

Roupa passada e limpinha assim como a mamãe mandou. E não se faça de sonso porque já foi avisado

 

Troque sua picanha por TV Dinners. Não perca tempo. Afinal de contas  tempo é grana.

 

E os patrocinadores sabem muito bem disso.

 

 

 

 

 

 

 

 

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Mulher de Bandido

Mulher de bandido

 

Mariposas em Copacabana

Maresia no vidro dos automóveis

Pivetes na avenida & armadilhas nas estradas

 

 

A cuíca ouriça o meu corpo

O apito é mais que um grito

Porrada é uma palavra bonita, aliás,

Bonita pra caralho, que é o melhor dos adjetivos

 

 

Eu sinto medo quando pressinto o perigo

Sinto a falsidade na voz do político

E a maldade nos olhos da freira

 

Sinto malícia na lesa do pivete

Na passada de mão

Na contravenção

 

 

Sinto uma vontade louca de gritar no elevador

De correr pelos corredores

De abrir todas as portas

 

Sinto  a certeza do santo

Na mágica do milagre

O sangue correndo nas veias

 

Sinto a tonteira da cachaça

Nas voltas da cabeça

E sinto não rodar mais

 

Rodar rodar rodar

Rodar e perder o eixo

Rodar e ainda ter peito de rodar mais

 

Às vezes quero sonhar e sonho

Às vezes quero um homem e ganho

Às vezes quero dinheiro e faço

Às vezes quero nobreza e minto

Às vezes eu quero  e não quero

 

Mas o que eu quero de um bandido

Não é só o dinheiro

É a vontade de lutar

 

Bernardo Vilhena

 

 

 

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